Arquivos Marketing - Agência Mosca
Designers da agência Mosca dão vida ao PEDALGEL, um aplicador de álcool em gel com o pé

Designers da agência Mosca dão vida ao PEDALGEL, um aplicador de álcool em gel com o pé

Pedalgel é a prova de que uma boa ideia aliada aos recursos de design e comunicação podem fazer a diferença até mesmo em tempos difíceis como os que estamos vivendo. O produto criado por um grupo de empreendedores mineiros de Governador Valadares desponta como a sensação do momento no combate à pandemia do coronavírus.

Trata-se de uma invenção relativamente simples e extremamente funcional, que ganhou forma, estilo e certa dose de sofisticação nas mãos da equipe de criativos da agência Mosca. A oportuna invenção consiste num aplicador de álcool em gel para as mãos acionado pelo pé do usuário, de modo que ele não precisa tocar em mais nada após realizar a higienização.

 

O projeto inicial apresentado à equipe de designers da Mosca deixava claro a que veio, ou seja, do ponto de vista funcional era perfeito, mas precisava de uma “cara” mais apresentável para um lançamento digno e convincente no mercado.

“Tínhamos um prazo apertado pois o produto precisava ser lançado rápido e de maneira marcante, pois é uma novidade. Tudo aconteceu em menos de uma semana”, explica Mayer Lana, sócio/diretor de criação da Mosca.

O resultado surpreendeu positivamente tanto os empreendedores do Pedalgel quanto os clientes, que estão conhecendo o produto pela internet, de onde podem realizar a compra.

 

“Os pedidos não param de chegar, vindos das diversas regiões do Brasil. Tínhamos certeza de que era algo bom e poderia realmente ajudar as pessoas nesse momento tão triste que estamos vivendo, mas confesso que não imaginava uma resposta tão imediata do mercado”, revela Marcos Vinícius, um dos sócios no projeto.

 

Além da grande aceitação pelo público em geral, o produto já figura entre os mais cotados no mercado de afiliados. Confira todos os detalhes do Pedalgel no site oficial www.pedalgel.com.br e no www.instagram.com/pedalgel.

Os impactos sobre a publicidade são globais, mas a reação do mercado depende de cada empresa!

Os impactos sobre a publicidade são globais, mas a reação do mercado depende de cada empresa!

As publicações sobre marketing no mundo inteiro estão inundando as agências, veículos e anunciantes com pesquisas e análises sobre o que fazer nesta crise. Fica evidente que os impactos sobre a publicidade são globais, mas a reação adequada depende de cada mercado e empresa. Neste artigo, selecionamos os pontos mais interessantes.

 

Os melhores executivos de marketing irão incrementar, não cortar suas verbas

 

Mark Ritson escreveu um alentado artigo na Marketing Week sobre a postura dos executivos de marketing durante as crises, no qual comprova que os melhores, os vencedores, serão aqueles capazes de incrementar e não cortar suas verbas.

 

Ele inicia se referindo à tese defendida por Roland Vaile, em Harvard, sobre o comportamento de 250 empresas durante a crise pós I Guerra – de 1920 a 24. Dessas, as que não anunciavam foram usadas como base, as que cortaram verbas perderam vendas e as que anunciaram, aumentarem seus negócios em mais de 20% a partir do quarto ano.

 

Depois desse estudo e durante quase um século, dezenas de outros confirmaram suas pioneiras conclusões, como a feita por Alex Biel e Stephen King, junto a 390 empresas, sobre seu comportamento em períodos de recessão, no qual constataram que cortar verbas para assegurar lucro no curto prazo não se revelou uma decisão acertada, pois isso aumentou seu share em 0.2%, em média, contra um aumento de 0.5% de quem majorou a verba em menos de 20% e ganho de 0.9% em média para quem cresceu os investimentos em mais de 20%.

 

Outro trabalho citado é o do professor Gerry Tellis e seu filho Kethan que compararam 40 estudos do gênero feitos ao longo dos anos, todos eles concluindo o mau negócio que as empresas que cortaram suas verbas fizeram contra os ganhos em vendas e share que registraram as que mantiveram ou aumentaram seus investimentos.

 

O último estudo mencionado por Ritson é de Ranjay Gulati, Nitin Nohria e Franz Wohlgezogen, que analisaram 4.700 empresas, das quais apenas 9% saiu das crises melhores do que entraram, e que mencionam o caso da Target, que depois da crise de 2000 cortou seus custos e margens, mas aumentou suas verbas de marketing em 20%, tendo vivido, a partir daí, sua melhor década em mais de um século de existência. 

 

Clique aqui para ler o artigo na Marketing Week – 15 minutos

 

As agências terão que fazer um esforço extra para se manterem próximas a seus clientes

 

Fica evidente que as agências terão que fazer um esforço extra para atravessar a tempestade e sobreviverem, sendo que, como sempre, as mais capazes e esforçadas irão até crescer. Um ponto que se destaca é a relevância de estarem ainda mais próximas de seus clientes, apesar de fisicamente separadas.

 

Estudos  mostram que as agências devem alterar seus processos de busca de novos negócios, nestes tempos de trabalho à distância, perplexidade dos anunciantes e um excesso de ofertas de soluções milagrosas. Por outro lado as agências estão encontrando novas oportunidades para ajudar os clientes durante a crise; muitas estão simplificando seus processos; algumas estão se sentindo “mais próximas” dos clientes, embora não possam se encontrar pessoalmente; e as equipes criativas estão aprendendo a avaliar melhor as reações a suas entregas nas solicitações de novos negócios.

 

Outro ponto relata como fundadores de agências em tempos de crise fizeram para seus negócios e de seus clientes não afundarem e, ao contrário, prosperaram com a reação do mercado. Os três principais ensinamento são:

  • Persistência e atitude positiva podem ajudar a percorrer um longo caminho;
  • Para reduzir custos, seus e dos clientes, veja onde sua agência pode dinamizar e ajudar;
  • Reavaliar estratégias de viabilidade a longo prazo.

 

E a terceira citação, mostra 18 dicas de como os anunciantes, principalmente médios e pequenos, podem fazer marketing e publicidades neste tempos de pandemia do coronavírus. Algumas são óbvias, mas levam a relevantes reflexões, como: você tem mais ferramentas do que pensa; dê um giro de 180 graus e lance um novo produto; atinja as pessoas onde elas estão agora; ajude seus clientes para além da publicidade; reaja com muita velocidade aos acontecimentos.

 

Pesquisa sobre o consumo das mídias digitais indica força da TV

 

O objetivo do estudo, feito pelo Group M, da WPP, era o de entender melhor a relação dos consumidores com a mídia digital, mas no final o principal beneficiário das conclusões foi o meio TV, pois duas vezes mais consumidores afirmam que os comerciais na televisão dão uma impressão positiva das marcas do que os formatos digitais comuns.

 

Mais de um terço dos consumidores (37%), inclusive, considera os anúncios digitais muito invasivos. Cerca de 6 em cada 10 consumidores afirmam ter menos tendência a usar um produto se seus dados forem usados ​​para qualquer finalidade, enquanto 56% desejam mais controle sobre esses dados.

 

Como aponta o estudo, “a confiança do consumidor no marketing digital não é tão alta quanto esperávamos. E isso é um problema porque existe uma correlação clara entre confiança e valor da marca. Razão pela qual é importante que anunciantes e agências pensem em como podem fazer as coisas de maneira diferente, para criar um ecossistema de marketing digital responsável para o futuro, com base na confiança”.

 

Para nós, aqui no Brasil, o estudo evidencia que a melhor alternativa, nestes tempos de crise, é justamente combinar a força emocional e amplitude da TV, que no Brasil é bastante atomizada geograficamente em termos de sinal, com a direcionalidade e especificidade do digital. Esta é uma boa reflexão para as agências que atendem médios e pequenos anunciantes, tanto nacionais como regionais. O estudo Consumer Trust in Digital Marketing ouviu 14.000 consumidores, em 23 países.

…………………………………………………………………………………………………………………….

*** Compartilhado via Conteúdos CENP. Clique abaixo para as matérias completas:

Clique aqui para ler a matéria no Media Post – 5 minutos
Clique aqui para ler a matéria na Campaign – 8 minutos
Clique aqui para obter o relatório executivo do estudo com 31 páginas

 

Qual a melhor atitude tomar diante da crise?

Qual a melhor atitude tomar diante da crise?

Uma pesquisa feita pela Kantar com 25 mil consumidores em 30 países ao redor do mundo constatou que a expectativa em relação às empresas anunciantes que mantiverem seus investimentos é positiva. Outra visão, aferida pela Forrester, indica a necessidade das marcas construírem confiança diante da crise para compensar a perda de “energia” por parte dos consumidores.

 

Apenas 8% dos consumidores acreditam que as marcas devem parar de anunciar devido à crise do coronavírus

 

A pesquisa revela ainda uma série de dados positivos sobre as marcas e sua publicidade. O trabalho foi realizado na esteira de muitos cancelamentos de campanhas feitos pelas marcas, alguns com toda a lógica, diante da virtual impossibilidade de prosseguir operando, outros mais motivados pela perplexidade do que por razões racionais.

 

Talvez a principal constatação foi a de que apenas 8% dos consumidores acredita que as empresas diante da crise devem parar de anunciar devido a pandemia do coronavírus, inclusive porque acreditam que a publicidade tem “obrigações” como a de suportar a mídia neste período difícil. Entre outras questões, a pesquisa relata que:

  • 78% dos consumidores acreditam que as marcas devem ajudá-los em suas vidas diárias e a mesma quantidade espera que elas cuidem de seus colaboradores nesse período;
  • 75% dizem que as marcas devem informar as pessoas sobre o que estão fazendo na crise;
  • 74% acham que as empresas não devem “explorar” a situação.

 

Além disso, mais de 50% também acreditam que as empresas diante da crise devem anunciar como sempre fizeram, enquanto 50% pensa que as empresas devem falar sobre sua própria marca de maneira mais leve que o habitual. Surpreendentemente apenas 30% gostaria de ver suas marcas oferecendo descontos e promoções.

 

A pesquisa é bem ampla e mensurou diversas atitudes. E como uma de suas autoras, Jane Ostler, destaca: “se as marcas ficarem fora do ar por mais de seis meses, isso pode destruir sua saúde agora e depois.”

 

Ela também recomenda aos anunciantes que “mantenham a calma. Tudo isso vai passar e estaremos em uma situação em que as coisas começam a se recuperar. Tenha, portanto, essa visão de longo prazo junto com a de curto prazo”.

 

Entre as marcas que estão fazendo a coisa certa, os consumidores lembraram da Ford, que trocou sua publicidade regular por mensagens informando que vai postergar o pagamento das prestações de seus carros; a Louis Vuitton, que está fabricando álcool gel; a Guiness, que cancelou sua tradicional parada de St., Patrick, que faz há 260 anos; e a Nike, que além de garantir a venda de seus produtos por e-commerce, assegurou que manterá seus quadros de pessoal das lojas fechadas e liberou o acesso a seu app que ajuda a fazer exercícios.

 

Estudo indica que as marcas devem construir confiança para compensar a perda de “energia” dos consumidores

 

A Forrester também conduziu um estudo para aferir, nos Estados Unidos, a percepção dos consumidores diante dos anunciantes, das marcas e da pandemia do coronavírus. Suas constatações foram diferentes à da pesquisa da Kantar e indicaram que as marcas devem construir confiança para compensar a perda de “energia” dos consumidores.

 

Como aponta a matéria da Marketing Dive, mais uma vez os bons exemplos são os da Nike e da Ford (que foi seguida pela Lexus, Hyundai e Toyota). Entre as recomendações feitas aos anunciantes, a Forrester lista:

  • Não espere que os consumidores estejam ansiosos para comprar sua próxima “grande novidade”;
  • Crie mensagens que correspondam ao teor emocional de seus clientes neste momento;
  • Ganhar confiança é sua métrica para o sucesso durante esse período.

 

Enquanto isso, no Brasil…

 

Aqui no Brasil a situação é parecida à de todo o mundo. Alguns empresas diante da crise estão fazendo a coisa certa, mantendo sua presença e alterando sua publicidade, na linha de explicar o que estão fazendo, oferecer conselhos úteis e inspirar esperança.

 

Outros continuam no ar, mas com mensagens que parecem totalmente inadequadas para o momento, como o lançamento de novos produtos. E muitos simplesmente sumiram. Alguns com razão e outros pela reação habitual de cortar publicidade em épocas de dificuldades, reação que tende a aumentar seus prejuízos de imagem, reputação e negócios no curto e no longo prazo.

 

Entre os bons exemplos, temos a Natura, Santander, Itaú, Caoa, Caixa, Banco do Brasil, Posto Ipiranga, Amil ou iFood. Sem falar de alguns varejos, como Carrefour, Renner, Magalu e McDonald´s. Além de esforços cooperados inusitados, como a mensagem assinada pela Claro, Oi, Tim e Vivo.

 

Tem também os que desviaram seus investimentos para ajudar os mais necessitados. Uma atitude louvável, mas estes deveriam reservar parte da verba para informar os consumidores que estão fazendo isso, inclusive porque a mídia está na lista das atividades essenciais, que precisam de suporte financeiro.

…………………………………………………………………………………………………………………….

*** Compartilhado via Conteúdos CENP. Clique abaixo para as matérias completas:

Clique aqui para ler o artigo na Marketing Week
Clique aqui para ler a matéria do AdAge
Clique aqui para acessar a apresentação da pesquisa com 36 telas
Clique aqui para ler a matéria na Marketing Dive
Clique aqui para ler o resumo do estudo da Forrester

 

“Preciso vender!” E nós sabemos que isso é pra ontem!

“Preciso vender!” E nós sabemos que isso é pra ontem!

Se você chegou até este artigo é porque com certeza entende a necessidade de buscar novos recursos e aumento das vendas em seu negócio e provavelmente já se perguntou: “Devo investir em marketing digital?”. Pois bem, se você precisa vender, vamos te ajudar a responder esta pergunta analisando 3 pontos principais .

 

  • De olho no resultado da concorrência

 

Ver o seu principal concorrente sair na frente dói, mas nada é pior do que você permanecer parado. Sabemos que cada caso é um caso, por isso não deixe de analisar o mercado e estudar a melhor maneira de fazer o seu negócio crescer de forma sólida e contínua. Crie estratégias de diferenciação para seu produto e posicionamento da marca no mercado.

A internet é a maior ferramenta de vendas para o seu negócio. O seu concorrente sabe disso e usufrui de maneira correta e eficaz, e a cada dia que você espera e/ou pensa que precisa vender na internet, um produto do seu concorrente vai para o famoso “carrinho” até a conclusão da compra. 

 

  • “Mas, será que o trabalho da agência pode realmente impactar financeiramente em meu negócio?’’

 

Não se preocupe, a dúvida do momento ideal para investir e a veracidade do impacto financeiro que podemos proporcionar ao seu negócio, é algo, digamos que, frequente. No entanto, cada vez mais, os empresários e gestores estão se atentando para a necessidade de manter presença digital e principalmente, compreendendo que estar inserido nesse ambiente e utilizando as plataformas de alcance ao seu público, vai muito além do que apenas aumento no número de curtidas, seguidores ou visitantes em suas páginas. Não que isso não seja importante, mas hoje é preciso saber o que fazer com essas métricas. Como continuar alcançando e nutrindo seus leads? Como convertê-los em vendas e gerar impacto no crescimento financeiro?

Além de trabalhar conteúdos relevantes e de interesse do seu público, precisamos executar algumas ferramentas do marketing digital para alcançar os resultados esperados. Atrair visitantes as suas páginas na web, gerar novas oportunidades, qualificar esses leads,  analisar as oportunidades de venda e adquirir novos clientes, são umas das estratégias que devemos utilizar em seu negócio, e tenha uma certeza: você não irá se arrepender!

Mas, se a dúvida em investir no serviço especializado da agência ainda paira sobre os seus pensamentos, saiba que você não deve esperar tempo demais. A definição exata da persona, o entendimento da percepção do seu público e aquilo que esperam da sua marca é o ponto principal para desenvolver ações segmentadas e campanhas com foco no aumento de suas vendas, por isso é preciso acima de tudo PLANEJAR.

 

  • Essa é a hora certa de começar? Preciso vender!

 

Quanto mais tempo esperar, mais espaço você dá para a sua concorrência alcançar o lugar de “favorito’’ na mente do seu público alvo. A verdade é que nada acontece da noite pro dia, e no Marketing Digital não é diferente. É um trabalho intenso, que envolve estratégias de SEO (Google), marketing de conteúdo, links patrocinados, Facebook Ads e muito mais. 

Nosso Gestor de Resultados, Lucas Andrade também afirma que há necessidade por parte dos empresários em investir nas estratégias de marketing, principalmente quando comparado com os resultados de outras marcas percebidas no mercado.

‘’Sempre em uma reunião ou outra com nossos clientes eles me perguntam se é possível alcançar resultados comparados aos de seus concorrentes, e sim, é possível. O importante é entender que precisamos iniciar e investir nas estratégias do marketing digital o quanto antes, pois só assim poderemos planejar o melhor investimento e aposta da sua marca, consolidando seu negócio, trazendo reconhecimento e gerando fidelização. Não fique para trás, decida investir no crescimento do seu negócio e alavanque as suas vendas, pontua.”

Porque estamos falando tudo isso? Muita gente não sabe que esse processo inicial toma tempo e que os resultados não chegam de imediato. E é exatamente isso que queremos que você entenda: quanto antes você começar, em menos tempo você irá colher esses resultados que tanto espera. 

Não deixe que outra marca do mesmo segmento do seu negócio ganhe a mente do seu cliente. Garanta o seu lugar de reconhecimento, estamos aqui pra te ajudar!

 

Cuidado pra não perder o foco, nesse caso, o tom!

Cuidado pra não perder o foco, nesse caso, o tom!

Na história das grandes marcas provavelmente também encontraremos alguns grandes vacilos e aquela velha máxima, “não se mexe em time que está ganhando”, sob vários pontos de vista, pode ser cuidadosamente questionada. Nesse turbilhão chamado mercado, que já fez muito gigante ficar de joelhos, podemos especular mil coisas. Mas algumas são bastante factíveis de se supor…

Pra ilustrar um desses “deslizes” corporativos peguemos como exemplo a Gibson, a maior concorrente da Fender na fabricação das melhores guitarras do mundo. Há décadas e mais décadas, a Gibson afinou os maiores riffs do rock, do blues, do jazz e do pop com os mais fantásticos guitarristas de todos esses estilos. De BB King a Jimmi Page, de Keith Richards a The Edge, se ouviu Gibson por todos os lados e por todos os poros…

Além de excelentes, e numa comparação direta com a Fender, guitarras Gibson sempre custaram bem mais caras. Ainda assim vendiam como água, afinal nunca faltaram qualidade e sonho de consumo a esses instrumentos. Então, porque, recentemente, a Gibson quase ficou muda? O que teria causado a pane que colocou em risco tamanha reputação? Porque a marca quase desafinou geral?

A primeira resposta vem do enunciado desse texto: a Gibson resolveu mexer no timaço que estava ganhando, inventou moda e entrou numa de fabricar sistemas de áudio para o público em geral. Isso mesmo, a Gibson achou que a magia do som que saia de uma Les Paul poderia, de alguma forma – vai saber qual?! – sair também de caixinhas para home-theater doméstico, digamos assim. Deu ruim, a diversificação desviou a atenção e a tentativa de abraçar outras causas por pouco não derrubou a gigante…

Outros fatores, além da bizarra tentativa de se lançar no mercado de áudio popular, certamente contribuíram para o “arranhão” da Gibson. Os preços altíssimos, por melhores que sejam suas guitarras, realmente não combinam nada com a situação econômica do mundo. Sobretudo com a situação econômica de muitos músicos, quase sempre mais apertados do que o próprio mundo. Podemos, inclusive, especular sobre a comunicação meio desafinada demais junto a seu público-alvo. Pelo que me recordo, e ao contrário da orgânica comunicação da Fender, os apelos da marca mais distanciavam do que aproximavam seus potenciais novos clientes. Assim, praticando altíssimos preços, tropeçando na comunicação, misturando produtos alienígenas às guitarras e se afastando indiretamente do seu consumidor a Gibson por muito pouco não se desplugou do mercado…

Por mais esquisita que pareça essa história, por mais sem nexo que ela seja, não se trata de algo incomum. Muitas marcas, por ganância desenfreada ou passos impensados, vira e mexe destroem sua trajetória num piscar de olhos. Marcas são patrimônios, e isso é mais do que óbvio. Marcas dependem, claro, de competitividade, fidelização e identificação fortes. Marcas como a Gibson têm no design algo ainda mais poderoso do que a própria marca no headstock. É um design clássico que foge radicalmente do propósito de sua existência pode ser receita certa para o fracasso…então, cuidado!

(Fico pensando como será uma Harley Davidson elétrica, 🤦‍♂️ mas isso é assunto para um próximo artigo.)

Por sorte, e no caso da famosa marca de guitarras, a situação rapidamente se reverteu. Agora a Gibson voltou para o seu quadrado, mandando ver na fabricação única e exclusiva das guitarras. Ainda bem, para o seu e nosso próprio bem!

Sem redação não há reação!

Sem redação não há reação!

Vivemos uma espécie de ditadura da imagem, uma quase proibição de textos com algum tipo de conteúdo útil ou criativo. Sob a tola ideia de que as pessoas não leem ou não se importam com redação mais elaborada, joga-se toda a responsabilidade do sucesso da mensagem sobre os ombros dos designers, esse lindo ofício onde também me encontro. Evidentemente, pensando e criando assim, o sucesso pode passar ao lado, raspando na trave.

Uma imagem pode até valer mais que mil palavras, mas uma única palavra pode definir um jogo. Nas artes, o senso contemplativo leva à compreensão da obra, ou a uma interpretação mais pessoal dela. Na publicidade, não pode haver senso de contemplação, tem que haver bom senso. Portanto, um anúncio com “leiaute” descolado e texto fraco sempre deixa a desejar. Melhor dizendo, sempre deixa muito pouco para o consumidor desejar…

Para amparar um pouco mais este pensamento, vamos ponderar por alguns segundos sobre o panorama atual da comunicação: temos um verdadeiro bombardeio de informações por todos os lados e em todas as mídias, algo infinitamente maior do que tínhamos há 10 anos. Em meio a essa guerra, há zilhões de mensagens publicitárias de toda a sorte, sobre milhares de produtos praticamente idênticos. Dentre esses incontáveis anúncios, tentamos rapidamente relembrar apenas um cujo slogan ou chamada nos prendeu a atenção…

Enquanto você vasculha a mente em busca desse solitário anúncio, diversos outros já caíram no limbo. Ou seja, se já é dificílimo marcar certas marcas no mercado, como será se abrirmos mão do apelo textual para reforçar as mensagens? Não tem jeito, amigo, propaganda sem a cabeça pensante do redator não é nenhuma Brastemp, não tem mil e uma utilidades, não tem a energia que dá gosto, não desce redondo, simples assim.

Não é porque o mundo tem se tornado cada vez mais superficial que a publicidade também deve ser assim. Pelo contrário, além de ajudar substancialmente a divulgação de marcas e serviços a redação publicitária pode e deve ajudar de alguma maneira as pessoas a melhorarem sua compreensão da relação desejo x necessidade. Um bom texto prende a atenção, cria empatia, tem mais chances de fixar essa ou aquela mensagem na cabeça do público. Por mais detonado e depreciado que esteja o nosso português ele ainda é a língua que falamos, compreendemos e que tanto pode nos emocionar.

Finalizo como comecei: apelo publicitário esvaziado de conteúdo é capenga, pobre e pouco seduz. Cuide muito bem da sua redação, ou sua marca que se cuide!