O conceito de design tem se estabelecido ao longo dos séculos como uma das nossas mais fortes e contundentes formas de comunicação. Neste artigo abordamos o conceito intelectual do design. Boa leitura!

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A todo instante, em cada canto, o que se vê é o que fica na memória, principalmente na afetiva. Muito provavelmente o arquiteto do mundo usou e abusou de sua alma artística para conceber e pincelar cada uma das maravilhas da natureza. O visual seduz, encanta, personaliza e, sobretudo, identifica. O que nos leva a concluir que design é nada menos do que tudo!

Que o digam os pintores, escultores e tantos outros. Ora impressionando, ora surrealizando, ora renascendo, o que se nota é a marca de cada um deles.

A verve do talento saltando alto, a arte visual fazendo a diferença e traduzindo emoções das mais diversas. Ainda não inventaram o botão do “desver”(?).

Vieram as corporações e todas incorporaram uma determinada assinatura. Dos contornos arredondados e simpáticos do Fusca, passando pelas curvas sensuais e ergonômicas de uma stratocaster.

Os movimentos na prancheta definiram gerações e vários ícones do design permanecem até hoje imutáveis, tamanha a sua perfeição e invasão positiva no inconsciente coletivo.

 

Vocação criativa

Mestres do design, desde sempre, se deixavam levar pelos sentimentos criativos mais do que propriamente por essa ou aquela técnica. A habilidade, a liberdade e obviamente a vocação foram, são e sempre serão suas maiores e melhores guias.

Mas mesmo sabendo que a necessidade de aprender e dominar as regras seja uma premissa básica, isso é “básico”, como a própria expressão sugere. O bom design é, antes de tudo, intuitivo e funcional, por mais paradoxal que soe a afirmação.

É desse timing harmonioso, fruto da percepção e sensibilidade apuradas, que a arte do design tem se estabelecido ao longo dos séculos como uma das nossas mais fortes e contundentes formas de comunicação.

Do sinal de fumaça aos mais arrojados logotipos da atualidade, tudo nos leva a crer que o impacto visual é o que, efetivamente – perdoe o trocadilho – nos leva a CRER!

Por consequência, também nos leva a vender e a se estabelecer num cenário cada vez mais competitivo e visualmente avassalador.

Pois bem, é aqui que faço uma pausa e o convido a questionar:

Diante de um planeta abarrotado de sinais e marcas por todos os lados e centímetros, o que pode favorecer os desvios de olhares das pessoas para o seu design?

Enquanto você se perde por aí, eu adianto a resposta por aqui. O que pode e deve se consolidar como diferencial na criação é o feeling de quem as criam.

Trocando em miúdos: é da mente brilhante desses ou daqueles criativos que nascem as formas brilhantes desse ou daquele produto. Dá-se um Ctrl C + Ctrl V do cérebro para o computador, o inverso, a inspiração a partir da mente, por mais que estejamos todos meio que deslumbrados com algoritmos e afins.

 

Como disse Da Vinci

Portanto, para concluir (ou inconcluir propositalmente esse texto), repito uma das mais belas frases soltas de Da Vinci: “a simplicidade é a extrema sofisticação”. Mas separemos o joio do trigo, simplicidade não tem nada a ver com simplismo.

O simplismo quase sempre cai no vulgar, no descartável, cai no esquecimento. A simplicidade está intrinsecamente ligada ao “menos é mais”, ao suspiro, ao movimento, ao bom gosto e ao bom senso.

Eu diria até que simplicidade e design são quase sinônimos. O bom design precisa ser dotado de alma ou nascerá natimorto.

Mais uma vez, a sorte está lançada. Mas para ter muito mais chances de sucesso, seduzindo a sorte a operar em seu benefício, busque a emoção sempre ou busque outro designer.

Afinal, do mais do mesmo, da falta de personalidade e da censura fria das regras, o mundo e o mercado já estão bem cansados. Preciso desenhar?

Mayer Lana

Mayer Lana

Designer e Diretor de criação da Agência Mosca

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